A picardia de João Gonçalves

Ao longo dos três anos de trabalho de “O fole roncou!”, uma das descobertas que mais nos entusiasmou foi perceber que alguns dos compositores que entrevistamos tinham na ponta da língua a história do nascimento de algumas de suas mais conhecidas criações.

O paraibano João Gonçalves, por exemplo, narrou tintim por tintim como teve a ideia de criar “Severina Xique-Xique” e o seu encontro com Genival Lacerda para mostrar a música – essa história você confere em “Todos conhecem Severina”, o capítulo 11 do livro.

Foi quase uma tarde inteira com João Gonçalves em sua casa, no Jardim Quarenta, em Campina Grande. Cercado pelas capas de seus discos e cópias de matérias publicadas em jornais, o autor de “Pescaria em Boqueirão” repassou, com rara franqueza, os altos e baixos de sua carreira – incluindo aí alguns dos episódios mais dramáticos do livro, quando Gonçalves foi censurado, teve discos queimados e foi proibido de cantar alguns de seus maiores sucessos na Paraíba (confira no capítulo “Ô Lapa de Tesoura!”).

Para quem não sabe, Gonçalves rendeu músicas menos conhecidas, mas igualmente mordazes, que mostram a capacidade do compositor de observar as mudanças do seu tempo e dos que estavam ao seu redor. É o caso de “Hipie (sic) de araque”, gravada no disco de estréia do cantor na gravadora Tapecar, para onde foi levado por Oséas Lopes, do Trio Mossoró. Confira, no vídeo, como nasceu a letra de “Hipie”, que fala de um colega do compositor que “não era hippie, não era nada”, usava “macacão com cheiro de gambá” e um cabelo “que parece um arapuá”:

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“O fole!” nos blogs

Dois dos maiores críticos da música brasileira, Tárik de Souza e Antonio Carlos Miguel, que acompanhamos por muitos anos em dois jornais cariocas (Jornal do Brasil e O Globo) publicaram notas sobre o nosso livro em seus respectivos blogs.

Para Tárik, “O fole roncou!” conta “uma história do forró –  título genérico aplicado hoje a quase toda a música de procedência nordestina”.  “No inventário denso, além do próprio Gonzaga, há espaço para o “João Gilberto dos oito baixos”, o arredio Geraldo Correia, de Campina Grande, e trajetórias notórias, como as de Marinês, Genival Lacerda, Antonio Barros & Cecéu, Dominguinhos & Anastácia, Abdias e Alcymar Monteiro, que teve coragem de insurgir-se contra o medíocre forró eletrônico, “lambadeado, mal tocado, não vale um tostão furado”.”

Tárik, um de nossos entrevistados, também destaca o fato de o livro contar a história de “Hora do adeus” (Onildo Almeida/Lula Queiroga),” precoce despedida de Gonzaga, que se considerava aposentado pelo sucesso popular da Jovem Guarda, em meados dos 60″. Aqui, o link para o blog do Tárik, que produz e apresenta o programa MPBambas no Canal Brasil:

http://colunas.canalbrasil.globo.com/platb/tarik/

Já Antonio Carlos Miguel, no portal G1, destaca que, “após rápida folheada”, “O fole roncou!” lhe pareceu “um livro bem apurado, com texto preciso, pronto para virar de referência no tema. No centenário do Rei do Baião somos apresentados à sua corte, numa lista que passa por Antonio Barros, Cecéu, Jackson do Pandeiro, Marinês, Anastácia, Dominguinhos, Genival Lacerda  Abdias, Trio Nordestino, Zé Calixto…”, escreve o crítico carioca.

Eis o link para o blog do Miguel:

g1.globo.com/musica/antonio-carlos-miguel

Duplamente bacana!

Lua e eu: causos de Fuba de Taperoá

Entre os nossos 80 entrevistados, tivemos a sorte de localizar nomes que, apesar de não tão conhecidos do grande público, têm muitas histórias para contar por terem sido testemunhas oculares da trajetória dos maiores nomes do forró. É o caso de Juberlino Martins Levino. Ele nasceu em 1942 em Taperoá, Paraíba – mesma cidade onde nasceu Abdias, outro personagem marcante do nosso livro. Juberlino vive desde muito tempo em São Paulo, depois de chegar ao Rio de Janeiro viajando em cima de uma carga de sal e lá descobrir que emprego mesmo tinha era na capital paulista.

Juberlino é mais conhecido por Fuba. Fuba de Taperoá, pandeirista e cantor. Foi um dos primeiros entrevistados para o livro. Abriu as portas de sua casa, em subúrbio de Guarulhos, São Paulo. Contou toda a sua saga, na luta entre uma empreitada e outra como pedreiro e a vontade de viver de música (hoje consegue, tem discos gravados e sempre um showzinho na agenda). Contou também da convivência com os grandes nomes do forró, como, por exemplo, Dominguinhos, com quem trabalha há mais de 30 anos, e com Luiz Gonzaga. “Trabalhei com ele. Não trabalhei muito, mas trabalhei”, lembra ele, que era chamado de “Cuba” pelo Rei do Baião. A convivência entre os dois pode não ter sido tão longa, mas deixou boas lembranças, como a viagem que fizeram para Mato Grosso.

O próprio Fuba conta:

“Era um negócio de índio, uns índios assim civilizado. Aí fizemos o show e fomos pro hotel e ‘agora vamos jantar’. Rapaz, tinha um colega dele, o homem tinha três fazendas, tinha servido o exército mais ele, parece que em Minas Gerais, naquele meio de mundo. Aí ia empareado eu, ele e o finado Azulão pro restaurante jantar. E aquele senhor lá atrás gritando ‘Luiz ô Luiz, é fulano de tal’, e ele nem ligava, fazia que não tava ouvindo, mas eu sabia que ele tava ouvindo. Ai ele disse ‘rapaz, tu não te lembra de mim, a gente serviu exército junto’. Ele nem aí. ‘Ô Luiz, eu quero te dar um boi’. Aí ele: ‘Hãaaa?’ Aí rapaz, a gente foi jantar… Esse homem tinha preparado uma mesa que parecia para umas 15 pessoas, só pra nós quatro. Eu fiquei bestinha com aquilo, como é que pode? O homem… Vou te contar: o maior respeito”.

Mas tem uma história anterior a essa. Fuba estava desempregado quando apareceu um show pra fazer no qual Gonzaga também participava. Criou coragem e foi procurar Gonzaga em um hotel para pedir emprego como músico permanente. Foi lá no quarto dele e bateu.

–  Ô Seu Luiz, queria falar com o senhor, se fosse possível.

– O que é que você quer?
– Eu queria trabalhar com o senhor.

– Olhe, não vai ser possível (“Naquele tempo ele andava com dois sobrinhos, mais outro zabumbeiro”, lembra Fuba). Vocè sabe que tem meus meninos aí, já tão comigo, tudo bem…

Passado o show, chegaram ao aeroporto, e Gonzaga puxou a bolsa e saiu pagando a equipe, “nota de cinco, nota de dez, depois deu um vento, espalhou tudo aquilo no pátio, haja o pessoal do aeroporto correndo atrás das notas e a entregar pra ele”. Foram embora.

Tempos depois, o pandeirista paraibano já estava trabalhando com Dominguinhos quando se hospedou no mesmo hotel que Gonzaga, no Rio de Janeiro. “Ele chegou, olhou pra mim e disse ‘ô Cuba, você vai trabalhar comigo’. Eu disse ‘e agora?’. Porque, a gente nordestino tem uns que é fiel, né? Eu disse ‘seu Luiz, não vai dar mais não’. Também aquela palavra fechou, né? Não disse nem A nem B, porque ele gostava muito de Dominguinhos. Eu disse ‘seu Luiz, eu não vou descobrir um santo pra cobrir outro. E ele ‘você tá certo’. (R.R)

Foto: Érica Catarina (Saróba)  http://www.ericatarina.com.br

Onildo, o sincero amigo do Rei

Um dos personagens que aparecem com destaque no livro é o compositor e radialista pernambucano Onildo Almeida, que brilha em capítulos como “Tem de tudo na feira”. Além de fornecer histórias impagáveis graças à memória prodigiosa, Onildo nos presenteou com o manuscrito de seu maior sucesso, “A feira de Caruaru”, reproduzido na abertura do segundo caderno de imagens (o livro contém fotos, reproduções de capas de discos e também manuscritos de compositores como Anastácia, Antonio Barros, João Gonçalves e João Silva).
O que pouca gente sabe é como nasceu a amizade do caruaruense com Luiz Gonzaga, ainda em 1957.
Toda vez que ia à cidade pernambucana, o que fazia com freqüência, Seu Lua encontrava o amigo, de quem gravou mais de 20 músicas. “Ele gostava muito de Caruaru, decantou muito Caruaru, tinha quatro ou cinco músicas falando da cidade. Perguntavam a ele ‘rapaz, você é de Caruaru? Você canta tanto Caruaru’, e ele dizia ‘sou filho postiço de Caruaru, com muito orgulho’. Aqui ele se hospedou muitas vezes lá em casa. Sempre que ele passava por Caruaru ia lá em casa, me mostrava o trabalho pra eu dar opinião”, contou Onildo, hoje um elegante senhor de 83 anos, que se mantém em atividade à frente da Rádio Cultura de Caruaru, da qual é proprietário, ao lado do irmão.
Em entrevista concedida para o livro no hall do Museu do Forró, em Caruaru, Onildo lembrou que a amizade, inclusive, o permitia emitir opiniões que nem sempre agradavam a Gonzagão. “Eu dava muito pitaco na vida de Gonzaga e ele ficava meio… ‘você acha?’, e eu digo ‘acho’. Ele voltava: ‘É, você tinha razão?’”.
Uma dessas vezes foi quando o cantor apareceu por lá com o disco De fiá pav inas mãos. E foi logo se pavoneando:
–  Você não me mandou música, pois olhe, eu gravei o disco, tá aqui. Vendi 150 mil cópias.
–  Vendeu 150 mil cópias, mas o título do disco tá errado.
–  Nããão! É De fiá pavi, sim, e é o sucesso do disco.
– É não…
– E por que tá errado?
–  Por que o ditado é “de fio a pavio”, não é “de fiá pavi”, não.
– É, mas já…
– Mas mas, não.. Tá errado, tá errado. Eu não aceito. Não é minha opinião que você quer? Minha opinião é essa.Depois disso, Onildo ouviu o disco todinho e disse mais ao amigo.

– Olhe, só tem uma música aí que vai puxar o disco. Não é essas coisas não, mas é bonitinha. É água com açúcar, agrada. É “Nem se despediu de mim”.

“Aí quando é 20 dias depois, ele vem de Exu e diz ‘mas rapaz, você é um danado. A música que tá puxando o disco é ‘Nem se despediu de mim’. Então, eu adquiri uma certa credibilidade”, me contou o compositor, na entrevista lá em Caruaru. Mais sobre Onildo, incluindo uma improvável e inspiradora incursão dele no primeiro Rock in Rio, de 1985, você encontra nas páginas de “O fole roncou!” (R.R).

“O fole!” ronca no DF

Capa do caderno de Cultura do Correio Braziliense do dia 15 de outubro, em matéria assinada por Sergio Maggio, sobre “O fole roncou! Uma história do forró”, que chega às livrarias nos próximos dias.

As capas de LPs, de diferentes épocas e intérpretes, ajudam a ilustrar a diversidade dos personagens incluídos no livro. Ah, e no ranking de 10 clássicos do gênero, é óbvio que “Asa branca” estaria no topo – decidimos deixá-la de fora exatamente por ser hors concours, um autêntico hino não-oficial brasileiro. Em seu lugar, preferimos incluir “Baião”, também de Gonzaga e Humberto Teixeira, pelo simbolismo da letra, cujo primeiro verso (“Eu vou mostrar pra vocês”) batiza o primeiro capítulo do livro.   Image

“O fole!” ronca em Minas Gerais

Eis a reportagem sobre “O fole roncou!”, publicada no último sábado, dia 13/10, no Estado de Minas. Abaixo, um trecho do texto de Sérgio Rodrigo Reis, ilustrado com fotos preciosas do acervo da revista O Cruzeiro, que pertence ao maior jornal mineiro:

“Os autores foram construindo a narrativa, sempre guiados por conversas e – muitas – descobertas. Pouca gente sabe que, nos anos 1970, quando o forró voltou à cena com as letras de duplo sentido de Genival Lacerda, os forrozeiros se tornaram vítimas de perseguição política. Compositores e cantores foram censurados e enquadrados como “pornofônicos”. Um deles é João Gonçalves, autor de Severina Xique-Xique. Por causa do refrão de duplo sentido (“O bode comendo acaba”), em Meu Cariri é assim, o álbum foi proibido. Resultado: recolhidos das lojas, 3,6 mil discos viraram fogueira. Mais que revelar histórias curiosas e engraçadas dos bastidores, O fole roncou! evidencia uma característica peculiar do forró. Os nordestinos foram os brasileiros que mais migraram para outras regiões do país em busca de oportunidades, levando consigo não só o sonho de melhorar de vida, mas a sua rica cultura. O forró conquistou gente de vários estados – como ritmo, festa e agregador dos chamados “retirantes”. As canções, em boa parte crônica do cotidiano, evidenciam em suas letras a capacidade de superação diante de adversidades naturais, econômicas e sociais.”

A matéria completa pode ser lida também aqui:

http://adminf5.divirta-se.uai.com.br/divirtase/templates/ficha_agitos?id_noticia=59257

Encontro com Geraldo Correia

Autor da dissertação de mestrado Com Respeito aos oito baixos – Um estudo etnomusicológico sobre o estilo nordestino da Sanfona de oito baixos (UFRJ, 2011), o músico e pesquisador Leonardo Rugero nos deu uma entrevista preciosa, utilizada no último capítulo do livro. Na entrevista, que mais à frente aparecerá na íntegra neste blog, Rugero define o paraibano Geraldo Correia como “João Gilberto dos oito baixos”:

– Arredio e de poucas palavras, Geraldo se manteve a maior parte do tempo relativamente recluso,o que se reflete em sua carreira errática e sua discografia pouco numerosa. No entanto, em oposição ao seu isolamento,é um sanfoneiro mítico,  influenciando gerações seguintes e deixando sua marca indelével de intérprete e criador. Muito intenso, consegue derramar na música tudo aquilo que não deixa transparecer em seu temperamento introvertido.

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Pois bem: posso dizer que o encontro com Geraldo, na varanda de sua casa, em Campina Grande, foi um dos momentos de maior realização profissional da minha carreira. A entrevista aconteceu em 23 de dezembro de 2010, e teve a participação decisiva do cantor e embolador Biliu de Campina, figuraça que está no livro e que também será tema de post mais à frente.

Biliu ajudou a “quebrar o gelo” com o naturalmente arredio Geraldo, conhecido pelos amigos e nas rodas de choro pelo apelido de Mucufa. Recuperando-se de uma queda, ainda sentindo fortes dores nas costas, Mucufa superou as dificuldades e nos contou histórias de seu convívio com Jackson do Pandeiro (uma delas, dramática, está no livro), com o pernambucano Moacir Santos, dos forrós onde tocou no Rio e em São Paulo, de como conheceu Pedro Sertanejo, das gravações que fez no selo Cantagalo, das serenatas que fez com músicos do porte de Abel Ferreira e Porfírio Costa… episódios reunidos em mais de oito décadas de existência.

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Com Biliu (C) e Geraldo Correia, em Campina Grande: lições de música e de vida

Ao seu estilo, com poucas palavras, Geraldo Correia nos deu uma definição sucinta e precisa para o seu ofício:

– Música é ritmo, harmonia e sentimento.

A surpresa veio no fim da entrevista. De súbito, Geraldo levantou da varanda e entrou em sua casa. Alguns minutos depois, voltou com sua sanfoninha e, sem dizer uma palavra, começou a tocar. Fez um pequeno concerto no qual impressionou pela destreza e apuro – e nos emocionou pela lindeza daquelas composições. Esse momento foi tão marcante que uma tentativa de reproduzi-lo aparece no epílogo do livro. Mas, mais do que o registro, ficou a lembrança do que aconteceu naquela manhã quente em Campina Grande, quando, faltando dois dias para o Natal, Geraldo Correia nos presenteou com a força da sua música. (CM)

 

 

Fotos: Carlos Marcelo e João Henrique Carvalho (segunda foto)

Histórias de sanfona, suor e chamego

Abaixo, o release oficial do nosso livro, “O fole roncou! Uma história do forró”, que tem 472 páginas e chega às livrarias a partir do dia 19 de outubro. O lançamento em Brasília está previsto para o dia 10 de novembro, no shopping Casa Park.

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Desde que Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira ensinaram ao Brasil como se dança o baião, nos anos 1940, a nossa música nunca mais foi a mesma. Ao baião, juntaram-se o xaxado, o coco, o arrasta-pé, o xote e outros ritmos nordestinos: assim nasceu o forró. Sete décadas depois, ele resiste como um dos mais autênticos gêneros musicais brasileiros, sobrevivendo a modismos, às bruscas mudanças do mercado fonográfico e ao desaparecimento de alguns dos principais representantes.

A partir de mais de 80 entrevistas e documentos inéditos, “O fole roncou! Uma história do forró”, dos jornalistas Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues, reconstitui a trajetória desse estilo musical, por meio de episódios marcantes da vida artística e pessoal de nomes como Gonzagão, Jackson do Pandeiro, Marinês, Dominguinhos, Trio Nordestino, Genival Lacerda, Anastácia, Antonio Barros, Elino Julião, Jacinto Silva, Abdias, Trio Mossoró, entre muitos outros.

“Gonzaga e Jackson são os nomes mais famosos, os que já foram biografados e estudados em livro; mas a história do forró é tecida pela vida e obra de centenas de músicos de enorme talento e pouca visibilidade, que o encorparam e sustentaram como a principal expressão musical dos nordestinos”, lembra o paraibano Braulio Tavares. Escritor e compositor, Braulio assina a orelha do livro, do qual destaca a clareza e angência da narrativa.

Em 470 páginas, os autores percorrem dos anos 1930 à primeira década do século 21 e ressaltam ainda a importância de artistas como Elba Ramalho, Alceu Valença e Fagner na continuidade dessa história, desdobrada nos últimos anos com o surgimento, no Ceará, do forró eletrônico e do forró universitário, em São Paulo, também registrados no livro.

O impacto da migração nordestina na identidade cultural brasileira serve como pano-de-fundo da narrativa, pois muitas letras são autênticas crônicas do dia-a-dia dos nordestinos que deixaram a sua terra. Casos engraçados e dramáticos se alternam com episódios sombrios (a perseguição da censura nos anos 1970 aos compositores de letras de duplo sentido, pela primeira vez revelada em livro) e com a gênese de sucessos como “Procurando Tu”, “Eu só quero um xodó”, “Severina Xique-Xique” e “Danado de bom”.

Em linguagem acessível, os autores revelam facetas menos conhecidas de músicos, cantores e compositores com algo em comum, além da origem e do talento: a capacidade de superação diante de adversidades naturais, econômicas e sociais. Enriquecido com fotos preciosas de arquivo e manuscritos originais de letras conhecidas, “O fole roncou!” reúne histórias de sanfona, suor e chamego, protagonizadas por expoentes da música brasileira popular e contadas no ritmo contagiante dos gigantes do forró.

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Ah, a capa do livro, reproduzida acima, é de Rafael Nobre, da Babilonia Cultura Editorial, a partir da xilogravura “Forró sertanejo”, do pernambucano J. Borges.

o fole vai roncar!

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Olá a todos!

Esse blog foi criado para falar do livro “O fole roncou! Uma história do forró”, que chega às livrarias na segunda quinzena de outubro, em lançamento da editora Zahar. Nas próximas semanas, nós – os jornalistas Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues, os autores do livro – vamos contar como nasceu o projeto, relembrar detalhes das mais de 80 entrevistas que fizemos ao longo dos últimos três anos, e incluir fotos e vídeos dos bastidores das nossas conversas com grandes nomes da música nordestina, a exemplo de Anastácia, Antonio Barros e Cecéu, Dominguinhos, Genival Lacerda, João Silva, João Gonçalves, Marivalda, Messias Holanda, Onildo Almeida e muitos, muitos outros.

O livro já pode ser encomendado no endereço abaixo:

http://livraria.folha.com.br/catalogo/1187194/o-fole-roncou

ou aqui:

http://www.travessa.com.br

Sejam bem-vindos, aprocheguem-se: o fole vai roncar!

Foto: Abelardo Mendes Jr