Gonzagão no palco

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Uma das homenagens mais bonitas ao centenário do Rei do Baião é o espetáculo “Gonzagão, a Lenda”, que estreou no Rio de Janeiro, foi apresentado recentemente em Belo Horizonte e deve percorrer o país ao longo do ano.
Idealizado e dirigido pelo pernambucano João Falcão, o musical é uma sucessão de achados, a partir da forma de apresentação da narrativa, por meio de uma trupe teatral que vem de um longínquo futuro para resgatar vestígios da trajetória de Gonzaga e reconstitui-los da forma que eles se acham capazes de fazer.
A dramaturgia delirante de Falcão dá conta de recriar, com liberdade poética (há até um encontro de Gonzaga com Lampião), a saga do maior sanfoneiro do Brasil. Para isso, ele utiliza trechos de quase 50 canções gonzagueanas, quase todas muito conhecidas, presentes no imaginário coletivo brasileiro. O encadeamento das músicas é muito criativo, pois não se dá em ordem cronológica: “Baião”, por exemplo, o cartão-de-visitas da dupla Gonzaga/Humberto Teixeira, aparece quase no meio do espetáculo, e com trechos cantados em inglês (!) e japonês (!!).
Para quem já leu o nosso livro, o prazer de assistir à montagem será ainda maior, pois Falcão incluiu algumas das músicas que têm sua origem contadas em detalhes nas páginas de “O fole roncou”, tais como “Feira de Caruaru” (Onildo Almeida) e “Óia eu aqui de novo” (Antonio Barros). No elenco, tão numeroso quanto talentoso, o grande destaque vai para a atriz Laila Garín, única presença feminina e que tem timbre muito parecido com o de Gal Costa.
Emocionante, divertido e com figurinos arrojados, que misturam referências do passado e do futuro, “Gonzagão a Lenda” é um musical arrebatador. (C.M)

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Um abraço Violado

Uma das coisas mais bacanas que estão acontecendo agora, quase seis meses depois do lançamento, é o retorno que temos recebido dos que separaram um tempinho para enfrentar as mais de 400 páginas do nosso livro.

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Emociona quando esse retorno vem de forma espontânea de pessoas que têm envolvimento direto com as histórias por nós narradas em “O fole…”. É o caso de Marcelo Melo (foto), um dos fundadores do Quinteto Violado, que nos enviou email com suas impressões sobre o livro e autorizou que compartilhássemos as suas palavras com os leitores do blog. Eis o que disse o Marcelo:

“Gostei muito do formato e da maneira como a narrativa se desenvolve, realçando aspectos pitorescos e especiais que forjaram as vidas desses artistas que fizeram e dos que ainda fazem a  história da nossa musica regional nordestina. Sobretudo por contextualizar com os momentos políticos e empresariais das referidas épocas e de cada um. Fiquei muito encantado com a leitura, inclusive por haver testemunhado muitos dos episódios narrados: o Quinteto viveu de perto os fatos com muitos daqueles personagens. Realmente, vocês conseguiram passar um filme quase completo das trajetórias desses ases do forró. Claro que um livro é pouco pra se contar tudo dessa vida forrozeira, mas…! Parabéns e vou recomendá-lo aos amigos. Grande abraço violado!!!”

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Valeu, Marcelo. Ter o reconhecimento de uma das cabeças de um grupo tão importante como o Quinteto Violado, que lançou discos essenciais como “A Feira” e “Missa do Vaqueiro”,  é motivo de muito orgulho pra gente!