Parabéns, Rei do Baião!

“Nasci em Exu, E-X-U, Fazenda Araripe, Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 1912.Sou filho de Januário, sanfoneiro de profissão, e Dona Santana, sertaneja forte e bonita. O que eu mais ouvi quando eu era criança foi a sanfona do meu pai”.

Luiz Gonzaga completaria 100 anos nessa quinta-feira.

O homem que apresentou o Nordeste ao resto do Brasil é o principal mestre-de-cerimônias do nosso livro. Sua música, a cada ano, fica mais jovem. E nunca vai envelhecer. “Estou quase convencido de que estou realmente importante”, declarou em depoimento ao Museu da Imagem e do Som, em 1968. E quem ainda não se convenceu?

Obrigado, Gonzagão: o que você fez pela nossa música e pelo nosso país nem o tempo é capaz de apagar. É seu aniversário, mas quem ganhou o presente fomos todos nós.

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“O fole!” ronca em Minas Gerais

Eis a reportagem sobre “O fole roncou!”, publicada no último sábado, dia 13/10, no Estado de Minas. Abaixo, um trecho do texto de Sérgio Rodrigo Reis, ilustrado com fotos preciosas do acervo da revista O Cruzeiro, que pertence ao maior jornal mineiro:

“Os autores foram construindo a narrativa, sempre guiados por conversas e – muitas – descobertas. Pouca gente sabe que, nos anos 1970, quando o forró voltou à cena com as letras de duplo sentido de Genival Lacerda, os forrozeiros se tornaram vítimas de perseguição política. Compositores e cantores foram censurados e enquadrados como “pornofônicos”. Um deles é João Gonçalves, autor de Severina Xique-Xique. Por causa do refrão de duplo sentido (“O bode comendo acaba”), em Meu Cariri é assim, o álbum foi proibido. Resultado: recolhidos das lojas, 3,6 mil discos viraram fogueira. Mais que revelar histórias curiosas e engraçadas dos bastidores, O fole roncou! evidencia uma característica peculiar do forró. Os nordestinos foram os brasileiros que mais migraram para outras regiões do país em busca de oportunidades, levando consigo não só o sonho de melhorar de vida, mas a sua rica cultura. O forró conquistou gente de vários estados – como ritmo, festa e agregador dos chamados “retirantes”. As canções, em boa parte crônica do cotidiano, evidenciam em suas letras a capacidade de superação diante de adversidades naturais, econômicas e sociais.”

A matéria completa pode ser lida também aqui:

http://adminf5.divirta-se.uai.com.br/divirtase/templates/ficha_agitos?id_noticia=59257