Encontro de gigantes

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Um dos motivos de satisfação do nosso trabalho em “O fole roncou!” foi a possibilidade de jogar luz na trajetória de compositores que são, quase sempre, menos conhecidos do que suas criações.

É o caso do paraibano Antonio Barros, que com a companheira Cecéu, assinou grandes sucessos populares, como “Procurando tu” (o maior hit do Trio Nordestino), “É proibido cochilar”, entre tantos outros. Eles também assinam dois dos maiores êxitos radiofônicos de Ney Matogrosso, gravados na virada para os anos 1980: “Homem com H”  e “Por debaixo dos panos”.

E, na segunda semana de dezembro, os três tiveram a oportunidade de se encontrar em João Pessoa, onde Matogrosso foi homenageado na noite de abertura da oitava edição do Festival de Aruanda do Audiovisual Brasileiro, com a exibição do documentário “Olho Nu”, de Joel Pizzini, sobre o cantor. A produção do festival, por meio da jornalista Maria do Rosário Caetano, nos forneceu um registro fotográfico do encontro de três gigantes – os dois compositores, da linha de frente da Música Brasileira Popular; o cantor, representante do primeiro time da Música Popular Brasileira. Acima, a foto, de Rafael Cusato.

Para conhecer mais sobre as composições de Antonio Barros e Cecéu, cantaroladas até hoje em todo o país, vale a pena ler o capítulo  “De lascar o cano”, de “O Fole Roncou!”.  (C.M)

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“O fole!” ronca em Minas Gerais

Eis a reportagem sobre “O fole roncou!”, publicada no último sábado, dia 13/10, no Estado de Minas. Abaixo, um trecho do texto de Sérgio Rodrigo Reis, ilustrado com fotos preciosas do acervo da revista O Cruzeiro, que pertence ao maior jornal mineiro:

“Os autores foram construindo a narrativa, sempre guiados por conversas e – muitas – descobertas. Pouca gente sabe que, nos anos 1970, quando o forró voltou à cena com as letras de duplo sentido de Genival Lacerda, os forrozeiros se tornaram vítimas de perseguição política. Compositores e cantores foram censurados e enquadrados como “pornofônicos”. Um deles é João Gonçalves, autor de Severina Xique-Xique. Por causa do refrão de duplo sentido (“O bode comendo acaba”), em Meu Cariri é assim, o álbum foi proibido. Resultado: recolhidos das lojas, 3,6 mil discos viraram fogueira. Mais que revelar histórias curiosas e engraçadas dos bastidores, O fole roncou! evidencia uma característica peculiar do forró. Os nordestinos foram os brasileiros que mais migraram para outras regiões do país em busca de oportunidades, levando consigo não só o sonho de melhorar de vida, mas a sua rica cultura. O forró conquistou gente de vários estados – como ritmo, festa e agregador dos chamados “retirantes”. As canções, em boa parte crônica do cotidiano, evidenciam em suas letras a capacidade de superação diante de adversidades naturais, econômicas e sociais.”

A matéria completa pode ser lida também aqui:

http://adminf5.divirta-se.uai.com.br/divirtase/templates/ficha_agitos?id_noticia=59257